Ana Lemos

Olá!
O meu nome é Ana Lemos, tenho 34 anos e fui mãe aos 33. Confesso q o dia 28 Dezembro foi o melhor e mais emocionante dia da minha vida.  Perdi o meu pai em 2010 com cancro, os meus Avós paternos e em 2017 o pior de tudo, a minha mãe. Nunca imaginei passar por tanto. A minha mãe foi e é a minha alma gémea. O cancro no intestino metastizado foi descoberto em 2016. Nesse ano eu e a minha irmã começamos uma batalha, juntamente com a minha mãe, andamos em consultas de medicinas alternativas, fizemos jejum, xarope feito todos os dias com seiva de Aloé Vera, fizemos tudo. Foram sem dúvida as melhores coisas que podemos ter feito, pois contrariamente à medicina tradicional que não expectava sobrevivência superior a 3 meses, vivemos 10. Foi nesse mesmo ano que entrei numa depressão profunda que nem a meditação ou treino da mente me ajudaram. Acredito que nada acontece por acaso e foi sem dúvida alguma o melhor e o pior ano da minha vida. Perder alguém é sempre muito doloroso, mas digamos que perder uma metade de ti é atroz. Durante esse tempo tive o apoio dos meus amigos e do meu companheiro e passados 2 meses de ter perdido a minha mãe descobri que estava grávida. Estava demasiado indiferente, nem me senti feliz. Não sabia o que eu iria ser para esta nova vida que vinha a caminho, mas ao mesmo tempo pensei que aquilo era um milagre, a minha salvação. Um filho iria mudar a minha vida para sempre. No dia 7 de Abril de 2017 menstruei pela última vez e no dia 13 de Maio confirmei a minha suspeita. Só tive noção e senti amor verdadeiro quando senti o Santiago mexer na minha barriga, às 19 semanas. Chorei de alegria, confesso. Os tempos passaram até que me marcaram uma cesariana para 28 Dezembro. Estava um dia perfeito. Um azul no céu e um sol típico de Inverno. Estava tão tranquila que só queria que o dia passasse rápido. E assim foi. Ás 11h36 ouvi o melhor choro do mundo! Uma mistura de emoções que palavra alguma consegue descrever. Ele era lindo, perfeito demais. O meu filho era o anjo que precisei na minha vida. Foi naquele dia que senti que o amor verdadeiro naquele momento fazia sentido.

As horas seguintes foram muito difíceis, amamentação muito difícil, dores na barriga sem fim. Só me pude levantar no dia seguinte e custou me muito, bastante mesmo. Estava ansiosa por sair do hospital e vir para casa com o meu tesouro. Passaram dias e confesso que foram muito difíceis. Uma aprendizagem constante um turbilhão de emoções. Consegui superar tudo. Hoje, com muito amor, BBW, terapia, meditação e saber que sou o mundo para o Santiago sinto que sou uma mulher feliz e completa. Antes do meu bebé nascer comprei muitas coisas que pensei serem importantes para cuidar dele nos primeiros tempos, entre elas um marsúpio da Chicco. Usei-o 3 vezes se tanto. Mas em conversa com uma amiga da faculdade, a Ana Rodrigues fiquei a conhecer método Babywearing. BBW, que por ignorância minha, nunca tinha ouvido falar. A Ana deu-me a conhecer as vantagens e maravilhas que tinha carregar o nosso bebé de uma forma aconchegante. Dizia-me, entre muitas outras coisas, que o seu filho interagia muito, era uma criança segura, autónoma e desenrascada. Comecei por fazer consultas na internet e ler testemunhos de praticantes de BBW. Anteriormente a Ana tinha me falado de uma consultora de BBW aqui perto da minha área de residência. Infelizmente, nunca conseguimos estar juntas para ela me apresentar as diferentes formas de carregar e as opções no mercado. Decidi, então, comprar um pano verde da MIMAR, antes mesmo de ter realmente experimentado! Foi talvez das melhores compras que fiz. Usava-o todos os dias, para sair, ir às compras, passear.O Santiago nunca estranhou, e nos primeiros tempos adormecia em segundos, mas com tanto uso e talvez por falta da devida manutenção da minha parte o pano ficou “russo” do sol e a elasticidade desgastada. Optei por comprar um Mei Tai. Prático, cómodo e super fácil de utilizar. Comprei em segunda mão e simplesmente AMO. Posso dizer que a melhor coisa que fiz e faço é carregar o meu bebé desta maneira. Tenho liberdade total dos movimentos, posso ir a todo lado e o mais importante é o bebé adorar.

Tenho de agradecer à Ana Rodrigues pois foi ela que me deu a conhecer este mundo do BBW. Ana Lemos